terça-feira, 7 de agosto de 2018

A historia da bruxa de salem




Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de SalémMassachusetts, numa noite de outubro de 1692.[1]
O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse pacto, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que as moças deveriam estar "embruxadas".
Os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel SewallCotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maioria mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de comprimir a vítima por rochas, com uma tábua sobre o seu corpo, até sua morte ao fim de 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que as suas sentenças haviam sido um erro. Há suspeitas de que foram intoxicadas pelo consumo do esporão-de-centeio, um fungo que se extrai alcaloides na produção de produtos medicinais incluindo o LSD.
As principais testemunhas da acusação foram as primas Elizabeth "Betty" Parris e Abigail Williams, com, respectivamente, 9 e 11 anos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Caça às bruxas
  • As Bruxas de Salem - peça teatral escrita por Arthur Miller em 1953.
  • As Bruxas de Salém - filme norte-americano de 1996, do gênero drama, dirigido por Nicholas Hytner. É baseado na peça de mesmo nome de Arthur Miller sobre os fa(c)tos históricos envolvendo o julgamento das Bruxas de Salém.
  • Salem, uma série norte-americana, lançada em 2014. Com ambiente do século XVII, Salem acompanhará os julgamentos das mulheres acusadas de bruxaria em Salem, Massachussets, em uma grande aventura repleta de acontecimentos sobrenaturais, romance e ação. 
  • American Horror Story: Coven : uma temporada completa da série de horror, de Ryan Murphy, que conta a história de uma escola, na atualidade, para as descendentes das Bruxas de Salem e o clã inimigo, as Feiticeiras vudu.

Referências

  1. Ir para cima Adams, Gretchen A. (2009). The Specter of Salem: Remembering the Witch Trials in Nineteenth-Century America. [S.l.]: Univertsity of Chicago

Bibliografia


Em 1692 começou uma caça à bruxas  na vila de Salem, Massachusets, nos Estados Unidos, que logo se espalhou pelas vilas vizinhas. Centenas de pessoas foram acusadas de feitiçaria e vinte foram executadas como bruxas. Os historiadores, contudo, esclareceram e apontaram as verdadeiras razões dessa onda de terror na época da colonização norte-americana no final do séc. 17.
Em 1600, um grupo de imigrantes ingleses conhecidos como "puritanos" se estabeleceram em Massachusets. Desprezados em sua terra vieram para o Novo Mundo para poderem viver segundo os seus princípios. Para esse grupo radical todo o bem viria de Deus e todo o mal estaria ligado ao demônio; acreditava ainda, e temiam, em particular, as bruxas. Segundo eles, estas agiam com, e sob, o demônio, que dominava até mesmo pessoas irrepreensíveis da comunidade. Essa era uma época de muitas superstições, poucos estudos e cultura limitada a poucas famílias e aos ministros religiosos.
Em 1689, Samuel Parris, ministro anglicano, havia se mudado para a aldeia de Salem com sua família e dois escravos, Tituba e Jhon, um nativo índio. Em janeiro de 1692, a filha de Parris, Elizabeth Parris, 9 anos, conhecida como Betty, adoece. É a doença de Betty, o gatilho para a "caça às bruxas" e posteriormente, os julgamentos e as execuções. Levada ao médico, William Griggs, ele não consegue diagnosticar a doença em Betty e sob pressão do pai, Samuel, aponta a bruxaria como causa do mal na criança. Isto foi o suficiente para a  histeria tomar conta da comunidade.
Pouco antes, um surto de varíola atacou as crianças de Salem, e esta doença, para a crença da época, tinha origem demoníaca. Betty e uma sobrinha dos Parris começaram a se comportar de forma estranha, com convulsões, gritos e outras formas de histeria. Inquiridas, as meninas alegaram influência dos escravos da família Tituba e de duas mendigas da Vila, Sara Good e Sara Osborne. Estas, levadas diante dos magistrados da vila negaram qualquer influência, mas Tituba afirmou que estava dominada por um demônio. As três foram então, levadas à prisão.
Estava plantada e crescia a semente da paranóia que atingiu até pessoas respeitáveis como Martha Corey, participante fiel da igreja local. Em 27 de maio de 1692, o governador William Phipps, ordenou a criação de um Tribunal Especial para ouvir e decidir sobre esses casos, em Suffolk, Essex e nos condados de Middlesex. Em 10 de junho de ano ocorreu o primeiro enforcamento de uma acusada, uma pobre mulher promíscua e maledicente da vila. 
O contexto histórico desse drama mostra disputas familiares de terras, interferência religiosa e intensa superstição. Inocentes pagaram injustamente com suas vidas e outros tiveram seus nomes envolvidos sem motivos reais. 
Por fim, O reverendo Parris e sua família foram forçados a se afastar de Salem em 1696, devido à pressão da comunidade e seu filho Noyes morreu em plena insanidade mental. A religião puritana começou a desvanecer-se e perdeu sua influência e credibilidade, como resultado direto dos julgamentos e execuções. A partir daí, a sociedade colonial começou a questionar as crenças ultrapassadas e supersticiosas dos puritanos, bem  como de outros grupos religiosos similares.
Restou uma frase de Mary East, injustamente enforcada em 22 de setembro de 1692:
"Se for possível, que não se derrame mais  sangue inocente ... Eu estou limpa deste pecado".
Escrito por Violeta Marx.

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